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Ter um filhote em casa é sempre uma delícia. Quem não ama? São inúmeros os benefícios que trazem a nossa saúde e ao ambiente em família. Mas para que a experiência não vire um caos é sempre bom se programar antes de sua chegada e tomar algumas medidas para não ser pego de surpresa.

Mesmo para quem já tem cachorro, receber um novo membro em casa, pede uma nova rotina e alinhamento entre todos para que a adaptação seja a menos traumática possível (para ele e para nós). Para quem é marinheiro de primeira viagem, os cuidados são ainda maiores, já que não se tem na rotina diária algumas tarefas inerentes ao novo membro: como a hora do passeio, hora da comer e dormir.

Passamos por essa experiência há pouco tempo e queremos dividir tudo que fizemos, pois por aqui deu super certo e a adaptação foi bem tranquila 🙂 Antes da escolha, 2 dicas importantes:

  1. Antes de tudo, se a opção é pela compra do filhote, sugerimos que a escolha seja feita de forma responsável, pois sabemos que pagar barato por um filhote de raça nem sempre é o melhor caminho. Criadores sérios nunca liberam o filhote antes dos 70 dias (dependendo do peso) e com algumas exigências, com garantias e nos convidam para conhecer os pais e a estrutura do canil. Pagar barato pode custar caro mais tarde, pois cães de linhagens mistas, possuem incidência maior de doenças congênitas, que podem trazer prejuízos materiais e emocionais para toda a família. Fora que não podemos estimular criadores clandestinos que só pensam no lucro financeiro.
  2. Se a opção é pela adoção, é preciso conhecer melhor o estado de saúde do pet, independente de ser adulto ou filhote, se certificando da castração, vermifugação, vacinação e laudo de boa saúde, para garantir que tenha passado por uma bateria de exames iniciais e que não esteja acometido de nenhuma doença congênita;

Escolhido o novo membro da família, hora de se planejar para a tão esperada chegada do pequeno.

  1. Escolha da alimentação: geralmente os criadores indicam a ração que o filhote está acostumado e com a qual foi feita a transição do leite para a ração seca (que acontece em torno dos 35/40 dias de vida). É importante respeitar essa indicação, já que isso pode comprometer a saúde do filhote, causando diarreia, vômito e desidratação. E pelo baixo peso, não seria recomendável.A dica então é seguir a risca as recomendações do criador ou da ONG que disponibilizou o filhote.
  2. Vacinação e vermifugação: é preciso se certificar que o filhote já tenha tomado pelo menos o recomendado pelo protocolo vacinal, a saber – 3 doses V8 ou V10 (protege de múltiplas doenças), 2 doses da gripe canina, 2 doses da giárdia e 1 dose da anti-rábica. Uma vacina bastante polêmica é a contra a Leishmaniose, está deve ser aplicada em animais a partir dos 4 meses de vida, são necessárias 3 doses com intervalo de 21 dias e reforço anual contando da data da aplicação da primeira dose. É fundamental realizar o teste sorológico antes da aplicação da vacina. Esse deve ter resultado negativo.
  3. Vitaminas e complementos: os criadores também recomendam, principalmente para os cães de pequeno porte e de baixo peso: Yorkie, Lulu, Chihuahua, para que não percam peso na fase de transição de lar. Pense que o filhote está acostumado com um ambiente, com a companhia de sua mãe e de seus irmãos e de repente passa pelo trauma do transporte para a casa nova, com novos sons, novos cheiros e sem a segurança que sentia onde estava. Por aqui, recebemos a sugestão de 2 complementos: Vitaminthe e Glicopan. E probiótico para evitar desarranjo intestinal. E seguimos a risca a recomendação do criador. Logo que nosso pequeno chegou, agendamos a primeira consulta para verificar se estava tudo bem (nosso Valentim veio de avião de Curitiba para SP e por isso, maiores cuidados).
  4. Caixa de Transporte: Para garantir a segurança no transporte, é importante providenciar uma caixa no tamanho adequado e dentro das normas de segurança. Indicamos que a caixa seja forrada com tapete higiênico, garantindo que ele não se molhe caso faça xixi no caminho ou vomite. A caixa deverá dispor de reservatório de água para que fique a disposição, caso o filhote sinta sede.
  5. Preparando um cantinho especial: para as primeiras semanas, é importante escolher um local onde o filhote ficará cercado, já que ele se sentirá mais seguro e entenderá a rotina da casa, se adaptando aos poucos ao novo ambiente e as novas regras. O local precisa ser arejado e de preferência aberto para que o filhote perceba a movimentação na casa e tenha acesso as pessoas (lavabo com portão ou cercadinho na sala). É preciso verificar se o ambiente escolhido não dispõe de nada que apresente perigo ao pet: fios, tomadas, móveis e objetos. Uma dica interessante é sentar-se no chão para ter a sensação do filhote e ver se nada está ao seu alcance para evitar acidentes.
  6. Delimitando o espaço: escolhido o lugar, hora de delimitar o lugar onde o pet vai dormir, comer e fazer suas necessidades. O ideal é que fiquem em lados opostos: comida/água x local de fazer as necessidades. De um lado, indicamos que seja forrado completamente com tapetes higiênicos (você pode aplicar um atrativo para reforçar o local certo de fazer as necessidades), todos colados no chão, para evitar que vire brinquedo e sejam picotados. Do outro lado, acomode um pote com ração e com água. No início, indicamos deixar ração a vontade, sem horários, até que ele esteja adaptado. 
  7. Enriquecimento ambiental: o filhote é um ser curioso e adora explorar o ambiente ao redor. Se ele vai ficar sozinho por muito tempo, indicamos o uso de brinquedos educativos que proporcionam maior bem estar e produzem estímulo para mantê-lo distraído: escova própria para mastigação e satisfazer a necessidade de morder, bolas para acondicionar petiscos ou a ração (para estimular a caça) entre outras opções disponíveis no mercado.
  8. Melhor hora do dia: quando chegamos em casa, ficamos ansiosos para pegar logo o filhote no colo e sentir a reação dele de felicidade. Precisamos de atenção para higienizar as mãos antes de pegá-lo e não estimular tanto quando chegamos em casa, pois pode causar latidos excessivos e incontinência por excitação (xixi quando ficam felizes). O ideal é ignorá-lo (não estimular!) e deixar baixar a excitação para aí sim pegá-lo e interagir. Para tirá-lo do cercado, indicamos sempre deixar um tapete higiênico por perto e a cada 5 minutos, colocá-lo em cima do tapete e estimular com a palavra xixi. Sempre que fizer, devemos recompensá-lo com um carinho ou um petisco (pequeno:)) 
  9. Hora do primeiro passeio: Chegou a hora do grande dia – o primeiro passeio! Importante garantir que esteja com todas as vacinas em dia e deixar disponível alguns itens que podem facilitar: coleira com guia adequada e segura; saquinhos para recolher o coco (não podemos esquecer); fralda descartável se o passeio for em algum local fechado ou casa de alguém (para que ele não saia carimbando os tapetes e cortinas por aí); petisco ou ração (para controlar a ansiedade, se o passeio for em algum restaurante, o ideal é sempre oferecermos algo pra ele comer, quando chegamos nesse locais, pois aí diminui o interesse) – por aqui, sempre carregamos um porta-petisco na bolsa; o brinquedo preferido, para ele se entreter se o passeio for mais longo; caixa de transporte ou cinto de segurança para o trajeto de carro; tapete higiênico para forrar o banco e evitar acidentes como vômito ou fezes.
  10. Hora de conhecer a casa: quando percebermos que ele já entendeu o local certo de fazer suas necessidades e já está usando o tapete higiênico quando está fora do cercado, é hora de determinar o local onde ele fará suas necessidades pela casa (lavanderia, varanda, banheiro) e delimitar com os tapetes higiênicos, determinar onde ele fará suas refeições (agora podendo ser estipulado o horário – geralmente são 2 ou 3 x ao dia) e garantir que não tenha nenhum objeto solto pelo ambiente que ele possa roer ou mastigar. Se for ficar sozinho, sugerimos que fique no cercado, até que fique mais maduro e diminua a vontade de morder e explorar.

Aqui em casa a adaptação do Valentim, para fazer suas necessidades no local certo demorou cerca de 10 dias. Só aí ele começou a ficar mais solto pela casa e geralmente nos acompanha no trabalho. Ficar o dia todo em atividade, diminui a ansiedade e ele não fica tão agitado no período da noite. quando fica em casa sozinho, deixamos ele separado dos outros dois, pois são velhinhos e não dão conta da energia dele 🙂 Mas isso é assunto para outro post 🙂